Espondilolistese

Escorregamento de Vértebra: Causas, Sintomas, Prevenção e Tratamento

O que é Espondilolistese?

A Espondilolistese é uma doença da coluna na qual uma vértebra escorrega sobre a vértebra que se encontra abaixo, provocando o desalinhamento e causando instabilidade na coluna vertebral.

Espôndilo – coluna

Listese – escorregamento

Espondilolistese  – Escorregamento de vértebra

espondilolistese-gráfico

Caso o deslocamento da vértebra seja de grande magnitude, ele pode ser motivo de dor, devido à compressão nas raízes do nervo.

Espondilolistese, Espondilólise e Listese

Apesar do nome parecido, listese, espondilólise, e espondilolistese possuem diferentes significados:

  • Espondilolistese – Patologia da coluna devido ao escorregamento de vértebra;
  • Espondilólise – Fratura na Pars Articularis, motivo de instabilidade na coluna;
  • Listese – Escorregamento da vértebra.

Listese: O Escorregamento da Vértebra

Listeses são escorregamentos de vértebra que fazem parte da família da espondilolistese e indicam instabilidade na coluna vertebral; podem ser de diferentes tipos:

  • Retrolistese – escorregamento de um corpo vertebral em relação ao outro para trás;
  • Anterolistese – é o escorregamento para frente;
  • Laterolistese – escorregamento lateral.

Os 5 Graus de Listese

Os escorregamentos de vértebra, ou listeses, variam do grau 1 ao grau 5, de acordo com o nível de escorregamento em que se encontra a vértebra:

  • Espondilolistese Grau 1: de 0 a 25%;
  • Espondilolistese Grau 2: de 25% a 50%;
  • Espondilolistese Grau 3: de 50% a 75%;
  • Espondilolistese Grau 4: de 75% a 100%.

A espondilolistese de grau 5 é chamada de ptose vertebral – nesse caso a vértebra encontra-se completamente fora de nível.

Espondilólise e Fratura na Pars Articularis

A espondilólise é uma fratura no elemento posterior da vértebra (geralmente L5) conhecido como Pars Articularis. Essa fratura é motivo de instabilidade na coluna e pode ocorrer devido às seguintes causas:

  • Afinamento ósseo na região posterior da coluna;
  • Fraqueza na região posterior do osso;
  • Genética;
  • Movimentação repetitiva;
  • Sobrecarga da coluna.

Além da espondilólise, existem outros fatores de risco para a espondilolistese:

  • Crianças e jovens em fase de crescimento – principalmente as que praticam muito esporte;
  • Pessoas que praticam atividades físicas que incluam hiperextensão;
  • Estresse por trauma de repetição;
  • Pessoas que passaram por algum procedimento cirúrgico na coluna;
  • Atletas que praticam atividades físicas repetitivas;
  • Traumas – quedas, acidentes;
  • Fratura na parte posterior da coluna (local em que uma vértebra se ancora na outra).

Tipos de Espondilolistese

Existem 5 tipos de listese, ou escorregamentos de vértebra, que levam a espondilolistese:

  1. Displásica: de natureza congênita, atinge  a parte superior do sacro ou do arco da L5 (quinta vértebra lombar);
  2. Ístmica:  por fratura no istmo vertebral;
  3. Degenerativa: devido a degeneração do disco relacionada ao processo natural ao envelhecimento;
  4. Traumática: decorrente de algum tipo de trauma na coluna vertebral;
  5. Patológica: como resultado de uma patologia da coluna.

Tratamento 

O tratamento inicial para espondilolistese ode incluir os seguintes procedimentos:

1 – Estabilização segmentar da coluna vertebral;
2- Orientação ergonômica e reeducação postural;
3- Procedimentos minimamente invasivos;
4- Artrodese.

Prevenção

A melhor maneira de prevenir a Espondilolistese é através de exercícios de estabilização da coluna:

  • Pilates;
  • Musculação.

Além disso, outras medidas simples também podem colaborar com a prevenção:

  • Perda de peso;
  • Fortalecimento da musculatura.